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PASTORAL DO DÍZIMO

COORDENAÇÃO
Diretor Espiritual:
 Padre Railson Carneiro
Coordenador: Sebastião de J. Nascimento
Coord. Adjunta: Mª da Conceição V. Moura
Orientador Espiritual: Arnaldo Rabelo
Secretária: Maria do Desterro S. Rabelo
Tesoureira: Raimunda Sucupira
E-mail: snsfpastoraldodizimo@hotmail.com

DEMAIS MEMBROS DA PASTORAL DO DÍZIMO
Antônia Oliveira Pedroso
João Roberto Araújo Santana
Kamilla Moura Santana
Katherine Ághata Ferreira Pimentel
Laís Rolim Barbosa Coutinho
Leonardo Cardoso da Costa
Lourdes Bernadete Ferreira Rebelo
Marilene Cardoso dos Santos
Paula Guedes de Andrade
Rosângela Maria M. Ribeiro
Sabrina Guedes Chermont

O QUE É O DÍZIMO?

São muitas as definições de Dízimo, pois este ato vem desde o início do Antigo Testamento. Em uma nova conceituação podemos dizer que Dízimo “É uma contribuição sistemática e periódica dos fiéis, por meio da qual cada comunidade assume corresponsavelmente sua sustentação e a da Igreja. Ele pressupõe pessoas evangelizadas e comprometidas com a evangelização” (DOC 106, n.06).

Resumindo, no sentido bíblico / teológico, é um ato de FÉ, GRATIDÃO a Deus e AMOR à Igreja.

O QUE É “SER DIZIMISTA”?

Ser dizimista é criar um vínculo de pertença entre si e a Igreja, tornando-o corresponsável por ela, a fim de atender as quatro dimensões: Religiosa que cria uma íntima relação do cristão com Deus conscientizando-o do desapego das coisas materiais e entendendo que tudo provém de Sua graça, buscando Seu reino e Sua justiça; Eclesial que sustentar, com recursos, todas as necessidades de sua Igreja, ligadas ao culto e a sua missão; Missionária que auxilia financeiramente as paróquias da mesma igrejas e outras num sentido de comunhão, pois todas são Igrejas do mesmo Cristo; e finalmente, a Caritativa que se manifesta em cuidar dos pobres, suprindo suas necessidades, no sentido de resgatar sua dignidade, como fazia a Igreja primitiva.

TAREFAS DOS MISSIONÁRIOS DA PASTORAL DO DÍZIMO

  • Plantões diários, na sala da pastoral, em atendimento aos dizimistas, cadastro aos novos dizimistas e fieis que desejam esclarecimento a respeito do Dízimo;
  • Segundo final de semana de cada mês: Missa da Partilha (Sábado e Domingo) e aos Domingos pela manhã, após a Santa Missa, o Café da Partilha, oferecido pelos missionários do dízimo e colaboradores, a todos os dizimistas; Nesse final de semana é rezado o Terço Mariano às 18 horas.
  • Reuniões de planejamento, formação e espiritualidade e encontros com as famílias nos períodos de Campanha da Fraternidade e do Natal em Família, em domicílio.

EVENTOS DA PASTORAL DO DÍZIMO

SANTA MISSA DA PARTILHA

Nos segundos sábados e domingos de cada mês, são celebradas as Missas da Partilha em ação de graças aos dizimistas, doadores e benfeitores deste Santuário e à comunidade em geral.

CAFÉ DA PARTILHA

         O Café da Partilha nasceu para fortificar tanto a Partilha entre os dizimistas da Paróquia Santuário de Fátima, como uma espécie de confraternização com os paroquianos, pois tanto dizimistas como não dizimistas, participam dele.

         Ele é realizado no 2º Domíngo de cada mês, após a celebração da Santa Missa da Partilha, das 07h30.

         Este Cáfé é patrocinado pelos membros missionário da Pastoral do Dízimo, pelo Pároco  e alguns dizimistas colaboradores.

NATAL EM FAMÍLIA

Os missionários da Pastoral realizaram no final do Ano de 2019, nove Encontros  da Novena do Natal, nas casas dos dizimistas. A novena do Natal já faz parte dos Eventos desta Pastoral há varios anos. Nestes encontros a Pastoral  do Dízimo teve a honra de contar com a presença de nosso pároco, Padre Railson Carneiro que contribuiu com explicações e bençãos.


FORMAÇÃO CRISTÃ DOS MISIONÁRIOS DO DÍZIMO

Os membros da Pastoral, reúnem-se mensalmente para, além de planejar, desempenhar uma maior formação cristã e espiritual. A seguir, as mais recentes.    

AS QUATRO DIMENSÕES DO DÍZIMO

A partir do documento 106 elaborado pelo Conselho Permanente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), o dízimo passa a ter quatro dimensões, sendo elas: religiosa, eclesial, missionária e caritativa. Antes, as dimensões do dízimo eram divididas entre religiosa, social e missionária.

ENTENDA CADA UM DOS SEUS SIGNIFICADOS

A primeira dimensão do dízimo é a RELIGIOSA: tem a ver com a relação do cristão com Deus. Contribuindo com parte de seus bens, o fiel cultiva e aprofunda sua relação com aquele de quem provém tudo o que ele é e tudo o que ele tem, e expressa, na gratidão, sua fé e sua conversão. Essa dimensão, tratando da relação com Deus, insere o dízimo no âmbito da espiritualidade cristã. A partir da relação com Deus, a relação com os bens materiais e com seu correto uso, à luz da fé (Lc 12,15-21; 1Tm 6,17-19) ganha novo significado. A consciência do valor desses bens e, ao mesmo tempo, de sua transitoriedade, leva os fiéis, ao contribuírem com o dízimo, à experiência de usar os bens materiais com liberdade e sem apego, buscando primeiro o Reino de Deus e a sua justiça (Mt 6,33).

O dízimo também tem uma dimensão ECLESIAL. Com o dízimo o fiel vivencia sua consciência de ser membro da Igreja, pela qual é corresponsável, contribuindo para que a comunidade disponha do necessário para realizar o culto divino e para desenvolver sua missão. A consciência de ser Igreja leva os fiéis a assumirem a vida comunitária, participando ativamente de suas atividades e colaborando para que a comunidade viva cada vez mais plenamente a fé e mais fielmente testemunhe. Desse modo, cada fiel toma parte no empenho de todos e se abre para as necessidades de toda a Igreja. O dízimo também oferece condições às paróquia e comunidades de contribuírem de modo sistemático com a Igreja particular, mantendo vivo o sentido de pertença a ela.

O dízimo tem uma dimensão MISSIONÁRIA. O fiel, corresponsável por sua comunidade, toma consciência de que há muitas comunidades que não conseguem prover suas necessidades com os próprios recursos e que precisam da colaboração de outras. O dízimo permite a partilha de recursos entre as paróquias de uma mesma Igreja particular e entre as Igrejas particulares, manifestando a comunhão que há entre elas. De fato, em cada Igreja particular, na comunhão com as demais, está presente e atua a una e única Igreja de Cristo. O dízimo contribui para o aprofundamento da partilha e da comunhão de recursos em projetos como o das paróquias-irmãs e o do fundo eclesial de comunhão e partilha, no âmbito da Igreja particular; e nos projetos “Igrejas-irmãs” e “Comunhão e Partilha”, em âmbito nacional.

O dízimo tem ainda uma dimensão CARITATIVA, que se manifesta no cuidado com os pobres, por parte da comunidade. Uma das características das primeiras comunidades cristãs era de que “entre eles ninguém passava necessidade”, pois tudo era distribuído conforme a necessidade de cada um (At 4, 34-35). A atenção com os pobres e suas necessidades é uma característica da Igreja Apostólica. Ao reconhecerem a autenticidade do ministério de São Paulo, os apóstolos pediram que não se esquecesse dos pobres (Gl 2,10). “A opção preferencial pelos pobres está implícita na fé Cristológica” e a caridade para com os pobres “é uma dimensão constitutiva da missão da Igreja e expressão irrenunciável da sua própria essência”.

Pe. Joãozinho SCJ

Referência
Extraído de https://catholicus.org.br/conheca-as-mudancas-nas-dimensoes-do-dizimo. Acesso em 02 nov. 2019

O QUE É DÍZIMO E O QUE É OFERTA

A Igreja nos convida a ser dizimistas, mas muitos se perguntam: se eu já sou dizimista ou se a Igreja Católica pede o dízimo, porque ainda recolher aquela doação no momento da apresentação das ofertas na missa? Pode acontecer ainda o contrário: frequentar a missa, colocar dinheiro na oferta, porém não se cadastrar para ser dizimista na paróquia.

Muitas vezes isso acontece devido à falta de esclarecimento sobre a diferença entre dízimo e oferta. Então a primeira dica é buscar compreender, sempre que possível, a diferença. Certo! Vamos a ela:

O que é o Dízimo?

Dízimo é uma contribuição comprometida com a comunidade paroquial que precisa ser feita periodicamente, normalmente, uma vez ao mês (sempre que recebo meu salário), conforme as condições de cada fiel. O dízimo ainda é um exercício de partilha em que o cristão se coloca disponível a cuidar das dimensões religiosa, social, missionária e caritativa.

Em Levítico 27,30 podemos ler que “Todos os dízimos da terra, tomados das sementes do solo ou dos frutos das árvores são propriedade do Senhor: é uma coisa consagrada ao Senhor”.

Contribuir com o dízimo é reconhecer que tudo aquilo que nós temos vem do Senhor. Significa devolver uma pequena parte de tudo aquilo que Deus derrama nas nossas vidas. Quando temos um coração grato, certamente damos com alegria.

O dinheiro não é uma coisa má: é neutra, ou seja, com ele podemos fazer coisas boas ou más. Se nós amamos o dinheiro, certamente não amamos a Deus. Assim, quando somos capazes de entregar para Deus parte do nosso dinheiro, estamos confiando n’Ele e quebrando o poder do dinheiro nas nossas vidas.

O que é a oferta da missa?

Já a oferta é algo que se contribui além do dízimo, é uma entrega sem compromisso que o fiel pode fazer em qualquer igreja ou obra caritativa, sem necessariamente ter uma periodicidade definida. Além da contribuição financeira, ela também pode ser feita por meio de doação de alimentos, materiais, roupas, entre outras coisas. É uma doação a mais que podemos fazer, espontaneamente, para auxiliar determinada igreja e até mesmo os irmãos mais necessitados que frequentam a comunidade.

A Oferta é a nossa generosidade cristã que nos impulsiona a compartilhar com os irmãos, parte do que é nosso, o amor e a gratidão a Deus por tudo que Dele recebemos.

Ofertar é um ato de amor. Quando damos uma oferta a Deus, reconhecemos que tudo que temos vem dele. Nossa confiança está em Deus, não no dinheiro. Também podemos oferecer a Deus: nossa vida, nosso louvor, nossa oração.

A Bíblia também fala de ofertas para ajudar outras pessoas. “Há mais alegria em dar que receber”. Oferecer ajuda, dinheiro, amizade, tempo a alguém é demonstrar o amor de Deus. A oferta é uma forma de colocar nossa fé em ação.

Jesus olhou e viu os ricos colocando suas contribuições nas caixas de ofertas. Viu também uma viúva pobre colocar duas pequeninas moedas de cobre. E disse: “Afirmo que esta Viúva pobre colocou mais do que todos os outros. Todos deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver”. (Lucas 21:1-4)

Portanto, o Dízimo não nos pertence, pertence a Deus e por isso Lhe deve ser devolvido em forma de contribuição mensal. Já a oferta é compartilhar parte do que é nosso por direito e com alegria, como co-participante da obra do Senhor, em qualquer tempo e de várias formas.

DICAS DA DOMINUS PARA MELHORAR O DÍZIMO NA PARÓQUIA

1ª Dica: ofereça formação impressa

Percebemos que os dizimistas gostam de materiais impressos. Então esta é nossa primeira dica: CARDS de perguntas e respostas impressos a serem entregues no início da missa, nos quais você possa responder aos frequentadores da missa as suas principais dúvidas. Uma delas é a diferença entre dízimo e oferta (que muitas pessoas não sabem!). O ideal é que você entregue o card no início da missa, e em determinado momento da missa, leia com os participantes da missa em voz alta a resposta.

2ª Dica: explore o potencial das redes sociais

Uma outra forma bem concreta de formar as pessoas quanto à mentalidade do dízimo é o envio de informações pelas redes sociais, principalmente whatsappFaça uma lista de transmissão com todos os dizimistas e estabeleça uma relação educativa com relação ao dízimo, enviando cards semanais, áudios, entre outras informações. Seja criativo!

3ª Dica: utilize a palavra do pároco para formar as pessoas

Entendemos também que a palavra do pároco é muito (muito, muito!) importante. A terceira dica é esclarecer na homilia, no momento mais propício: a missa. A missa é o momento em que temos mais contato com os dizimistas. É como o ponto de encontro com eles, e não podemos perder a oportunidade de esclarecer os fatos com os dizimistas. Já fui a missas do final de semana do dízimo (em alguns lugares, missa da partilha) em que simplesmente o padre não disse uma palavra sequer sobre o tema. Isso não pode acontecer. Do começo ao fim, o dizimista precisa entender que está em uma missa diferente, voltada a partilha e comunhão dos bens.

4ª Dica: utilize o recurso da arte

Por fim, uma dica que é pouco utilizada e particularmente muito eficaz: realização de apresentações artísticas. Fazer peças de teatro, dinâmicas, esquetes! Isso é muito bacana e torna a compreensão de temas “polêmicos” muito mais fácil. A pastoral do dízimo pode fazer parcerias com grupos de jovens e implementar isto de forma alegre e leve. Por que não criar um texto sobre a diferença entre dízimo e oferta? Seria legal, viu? Se criar, mande pra gente.

Espero ter contribuído com sua pastoral!

Referência:
Disponível em https://www.dominuscomunicacao.com/ Diferença entre dizimo e oferta. Acesso em 22 nov. 2019

Disponível em https://www.bibliaon.com/dizimo_e_oferta/, Acesso em 22 nov. 2019

OS 7 DONS DO ESPÍRITO SANTO EXPLICADOS POR PAPA FRANCISCO

O Catecismo da Igreja Católica diz que: “Os sete dons do Espírito Santo são: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus. Em plenitude, pertencem a Cristo, Filho de Davi. Completam e levam à perfeição as virtudes daqueles que os recebem” (n.1831). Tornam os fiéis dóceis para obedecerem prontamente às inspirações divinas. São Paulo lembra que “Todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus […]. Filhos e, portanto herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo” (Rm 8,14.17).

1- Dom da Ciência

O dom da ciência faz que o cristão penetre na realidade deste mundo sob a luz de Deus; vê cada criatura como reflexo da sabedoria do Criador e como caminho a Deus. Leva o homem a compreender o vestígio de Deus que há em cada ser criado. O homem foi feito para Deus e só n’Ele pode descansar, como disse Santo Agostinho. Por este dom o cristão reconhece o sentido do sofrimento e das humilhações no plano de Deus, que liberta e purifica o homem.

2- Dom do Entendimento / Inteligência

dom do entendimento ou inteligência nos ajuda a penetrar no íntimo das verdades reveladas por Deus e entendê-las. Por ele o cristão contempla os mistérios da fé. É um entendimento diferente daquele que o teólogo obtém pelo estudo; o que é penoso e lento. O dom da inteligência é eficaz mesmo sem estudo; é dado aos pequeninos e ignorantes, desde que tenham grande amor a Deus.
Por esse dom conhecemos os nossos pecados e a nossa miséria. Os santos, quanto mais se aproximaram de Deus, mais tiveram consciência do seu pecado ou da sua distância de Deus.

3- Dom da Sabedoria

dom da sabedoria nos dá um conhecimento da verdade revelada por Deus. Abrange todos os conhecimentos do cristão e os põe sob a luz de Deus, mostra a grandeza do plano do Criador e a sua onipotência. Vem da intimidade com o Senhor.

 4- Dom do Conselho

dom do conselho permite ao cristão tomar as decisões oportunas nas horas difíceis da vida, para que se comporte como verdadeiro filho de Deus. Isso, às vezes, exige coragem. Pelo dom do conselho o Espírito Santo nos inspira a maneira correta de agir no momento oportuno. “Todas as coisas têm o seu tempo, e tudo o que existe debaixo dos céus tem a sua hora […]” (Ecl 3, 1-8); fora desse momento preciso, o que é oportuno pode tornar-se inoportuno; nem sempre é fácil discernir se é oportuno falar ou calar, ficar ou partir, dizer “sim” ou dizer “não”.

 5- Dom da Piedade

dom da piedade nos orienta em todas as relações que temos com Deus e com o próximo. São Paulo se refere a isso: “Recebestes o Espírito de adoção filial, pelo qual bradamos: Abbá ó Pai” (Rm 8,15). O Espírito Santo, mediante o dom da piedade, nos faz, como filhos adotivos de Deus, reconhecer Deus como Pai. E, pelo fato de reconhecermos Deus como Pai, consideramos as criaturas com olhar novo. Este dom nos leva a considerar o fato de que Deus é sumamente santo e sábio: “Nós vos damos graças por vossa grande glória”. É o dom da piedade que leva os santos a desejar, acima de tudo, a honra e a glória de Deus. “Para que em tudo seja Deus glorificado”, diz São Bento. E Santo Inácio de Loiola exclama: “Para a maior glória de Deus”. É também o dom da piedade que desperta no cristão a inabalável confiança em Deus Pai, como, por exemplo, Santa Teresinha. Este dom leva o cristão a ver o outro como irmão e a amá-lo como filho de Deus.

6- Dom da Fortaleza

dom da fortaleza nos dá força para a fidelidade à vida cristã, cheia de dificuldades. Jesus disse que “o Reino dos céus sofre violência dos que querem entrar, e violentos se apoderam dele” (Mt 11,12). Pelo dom da Fortaleza o Espírito Santo nos dá a coragem necessária para a luta diária contra nós mesmos, nossas paixões e problemas, com paciência, perseverança, coragem e silencio. Nos dá forças além das naturais. Esta força divina transforma os obstáculos em meios e nos dá a paz mesmo nas horas mais difíceis. Foi o que levou São Francisco de Assis a dizer: “Irmão Leão, a perfeita alegria consiste em padecer por Cristo, que tanto quis padecer por nós”.

 7- Dom do Temor

dom do temor de Deus nos leva a amá-Lo tão profundamente que tenhamos receio de ofendê-Lo. Nada tem a ver com o temor do mercenário ou o temor do castigo (do escravo); mas é o temor do amor do filho. É a rejeição que o cristão experimenta diante da possibilidade de ofender a Deus; brota das entranhas do amor. Não há verdadeiro amor sem este tipo de temor. Medo de ofender o Amado. Pelo dom do temor de Deus a vitória é rápida e perfeita, pois é o Espírito que move o cristão a dizer “não” à tentação. O dom do temor de Deus está ligado à virtude da humildade, que nos faz conhecer nossa miséria, impede a presunção e a vã glória, e assim, nos torna conscientes de que podemos ofender a Deus; daí surge o santo temor de Deus. Ele se liga também à virtude da temperança; combate a concupiscência e os impulsos desordenados do coração, para não ofender e magoar a Deus.

O QUE É A BÍBLIA?

Bíblia é uma palavra grega que significa livros. Ela não é um livro, mas uma coleção de livros, uma verdadeira biblioteca. Aí encontramos a história de pessoas que tiveram um encontro com Deus e com sua ação. Encontro realizado através da vida e da história. A Bíblia tem, portanto, dois pontos fundamentais: mostra quem é Deus e quem são os homens.

Não é o que Deus é em si mesmo. Isso é um mistério. Ela mostra o que Deus é para os homens, e o projeto que Deus realiza na vida e na história: que todos tenham vida e liberdade. Mas Deus não impõe nada, Ele propõe. Se o homem aceita, Deus se prontifica a caminhar com ele, a fim de conquistar a vida e a liberdade.

Mostra também quem são os homens. A Bíblia é realista e não se preocupa em ser edificante. Aí encontramos o que o homem tem de bom e o que tem de perverso: os tropeços, o egoísmo, a teimosia e também, as angústias, as buscas e a boa vontade. De modo particular, a Bíblia mostra o encontro dos homens com Deus e as suas consequências: uns se convertem aceitando o projeto de Deus e caminhando em busca da vida e da liberdade. Outros se fecham em torno do próprio egoísmo, rejeitando qualquer tipo de vida que não estejam voltados para seus próprios interesses.

Na Bíblia está o drama da vida do homem, tanto o de ontem como o de hoje. É como se fosse um grande espelho, onde podemos ver e reconhecer nossa face, as situações que vivemos, as estruturas que nos envolve, os acontecimentos que nos libertam ou aprisionam. A Bíblia é, portanto, a nossa história. Mostra o que podemos encontrar se aprendermos a ler, os nossos acontecimentos, o sim ou o não com que o homem pode responder a Deus e a seu projeto.

O centro e o fio condutor de toda a Bíblia é a aliança entre Deus e os homens. Nasce da escolha livre de Deus e da resposta livre dos homens. A leitura da Bíblia é o meio para descobrirmos se somos parceiros fiéis ou infiéis.

Jesus Cristo é o centro dessa aliança, pois Jesus é Deus e Homem ao mesmo tempo. A fé em Jesus Ressuscitado é a certeza de que essa intimidade profunda entre Deus e o homem não é apenas uma promessa ou algo que se realizou no passado, mas uma aliança definitiva, que é para sempre.

Setembro é mês dedicado à Bíblia. Tire um tempinho para lê-la ou rele-la.     

Fonte: Adaptado de Ivo Storniolo; Euclides Martins Balancim. Conheça a Bíblia. São Paulo. Paulus, 1986.

MENSAGENS

DE FINAL DE ANO

Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo!

Mais um ano se inicia e queremos deixar o nosso muito obrigado a todos, pela participação contínua das atividades litúrgicas e pastorais de nossa Paróquia Santuário no ano que findou. Sabemos que nossa missão, como cristão, não tem intervalo, férias ou finda. Ela é constante.  O importante é que estejamos sempre atentos a nossa missão que o Senhor quer que exerçamos: seja em casa, na comunidade, no trabalho ou em nossa Igreja como missionários. Jesus é nossa meta.

Neste foco, queremos renovar a missão da partilha neste novo ano de 2020 com os dizimistas, doadores e benfeitores, amparado pelo Jesus Menino que, no curso da história, veio para anunciar o reino do Pai. Ele partilha o tudo e o nada para cumprir a vontade de Deus. 

Nossa contribuição, doação ou benfeitoria, ajuda na manutenção do Templo e atende aqueles que necessitam, pois nossa missão é partilhar, é se doar a nossa Igreja e ao outro que está necessitando do nosso amor através da atitude vocacional e missionária.

E você paroquiano ou paroquiana que ainda não é dizimista, sinta a chama do amor de Deus que está em seu coração e procure a Pastoral do Dízimo para maior orientação e informação sobre como ser um missionário e faça essa experiência em ser um dizimista e contribuir nas obras do Santuário. Amém!

O pároco e reitor deste Santuário Padre Raílson com a Pastoral do Dizimo, desejam um Feliz 2020 a todos.

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