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Cardeal D. António Marto apresentou a esperança como cura para as “pandemias sociais do individualismo, da indiferença e da corrupção”

Na homilia da Missa da solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria, o bispo de Leiria-Fátima olhou para o Mistério mariano, que hoje a Igreja celebra, e apresentou o rumo para um mundo mais fraterno.

 

 

O cardeal D. António Marto presidiu, ao final da manhã de hoje, no Recinto de Oração do Santuário de Fátima, à Missa da solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria, onde apresentou Nossa Senhora e o Mistério que hoje se celebra como “motivo de conforto e consolação na luta entre o bem o mal”;  “beleza do nosso destino glorioso com Deus” e caminho de esperança para a cura de um “mundo enfermo das pandemias sociais do individualismo, da indiferença e da corrupção”.

Na homilia, o bispo de Leiria-Fátima começou por fazer uma breve explicação do dogma mariano à assembleia de peregrinos presente na Cova da Iria, para apresentar, a partir da Palavra proclamada, três pontos para “compreender e contemplar a beleza da fé e da nossa vida com Deus” que o “mistério da Assunção de Maria sintetiza”.

No primeiro ponto, deduzido a partir da primeira leitura, do Apocalipse de São João, onde Maria é apresentada como “uma mulher revestida de sol e com a lua debaixo dos pés” que luta contra as mal simbolizado por um dragão, D. António Marto destacou a “força interior da fé” de Nossa Senhora, que “mostra que a graça de Deus é mais forte que o pecado do mundo, e que a última palavra de Deus sobre a História é a da vitória da vida sobre a morte e do bem sobre o mal”.

“Na luta que travamos entre o bem e o mal, Maria não nos deixa sós… Está sempre connosco e luta connosco: põe em nós a esperança de vencer e não sucumbir à força do mal e do pecado… Põe em nós a confiança incondicional em Deus, que nos leva a esperar confiadamente no futuro que Deus reserva para nós.”

Num segundo ponto, apresentado com base na segunda leitura, da Epístola do apóstolo São Paulo aos Coríntios, o cardeal português focou a atenção na beleza de Maria que advém da sua participação na ressurreição gloriosa do seu Filho.

“A exemplo de Maria, também cada um de nós é chamado a ser obra prima de Deus. Na Sua elevação aos Céus, Maria proclama-nos que nada se perde do vamos construindo no nosso mundo de bom, de belo, de justo, de santo, de verdadeiro e de autêntico, e que tudo isso será assumido na glória com Deus.”

O terceiro ponto, deduzido pelo presidente da celebração a partir do canto do Magnificat de Maria, ouvido no Evangelho de hoje, o prelado apresentou a Virgem Maria como “mulher da alegria”, que “transmite a alegria ao coração dos cristãos e do mundo”.

“O Magnificat é o canto dos que enfrentam a luta da vida, levando no coração a esperança em Deus, que permite pensar a beleza de um mundo diferente, onde todos possamos cuidar uns dos outros e curar o nosso mundo enfermo, não só da pandemia sanitária, mas das pandemias sociais mais amplas: o individualismo, a indiferença e a corrupção, que geram pobreza e exclusão. Maria canta connosco o magnificat da esperança! Não deixemos que nos roubem esta esperança!”, exortou.

O bispo de Leiria-Fátima concluiu a reflexão convidando os peregrinos a disporem-se aos cuidados de Nossa Senhora, rezando com a assembleia a tradicional oração mariana “À vossa proteção”.

No final da celebração, o cardeal D. António Marto deixou uma saudação aos peregrinos presentes, em particular aos grupos internacionais que se fizeram anunciar nos Serviços do Santuário: um grupo alemão, um grupo espanhol e cinco grupos ingleses.

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Sobre santuario

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