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“Sei que todos nós tínhamos saudades que voltasse este momento; eu também tinha saudades de ver os peregrinos de Fátima”

D. António Marto presidiu à primeira missa dominical no Recinto de Oração com a presença de peregrinos, depois do confinamento deixando um apelo à “comunhão universal e à esperança”

O cardeal D. António Marto apelou hoje em Fátima à necessidade de recebermos o Espírito Santo como um dom que “nos é oferecido para o nosso tempo” para libertar a humanidade do “confinamento e isolamento espiritual”, do “individualismo e do comodismo”.

“Esta é a hora em que o Espírito abre e renova a face da terra. O seu poder tira-nos do confinamento e do isolamento espiritual, do nosso individualismo e do nosso comodismo” disse o bispo da diocese de Leiria-Fátima.

“O Espírito de Deus vem para purificar para libertar o nosso interior e a nossa sociedade, vem para renovar as energias abatidas e a esperança moribunda, vem reacender a esperança da fé, que por vezes esmorece, e vem para transformar os nossos corações” afirmou, ainda, ao sublinhar que “é disto que carece o nosso mundo, é disto que carecemos nós hoje”.

Falando durante a missa de Pentecostes, que encerra o tempo pascal no calendário católico, e que coincide com o retomar das celebrações comunitárias em Portugal continental, “talvez providencialmente quem sabe”, a homilia de D. António Marto centrou-se na necessidade de viver a vida como dom.

“Esta festa lembra-nos que o Senhor Ressuscitado nos envia o Espírito Santo que, com a sua força nos dá um novo alento, uma nova esperança e um novo animo para enfrentarmos este novo tempo”, longe “de uma fé rotineira, sem entusiasmo e tantas vezes vivida como se fosse um fardo que nos esmaga”, salientou.

Tal como os apóstolos, que viveram uma experiência de confinamento no Cenáculo, com medo e incerteza sobre o que iria acontecer e, de repente, foram surpreendidos com a vinda do Espírito Santo, também nós devemos abrir “as nossas janelas, escancarar as mentes e os corações fechados”.

“Que bela imagem de Igreja!” interpelou o cardeal português.

D. António Marto sublinhou a ação do Espírito Santo na construção de uma Igreja “em saída, que anuncia a boa nova do Evangelho a vários povos e culturas, que abate barreiras e muros e cria a fraternidade. Eis a imagem da Igreja mãe, acolhedora”, que vai “ao encontro das periferias” e “não fecha a porta na cara de ninguém”.

Com, o “coração a transbordar de alegria e cheio de emoção”, o prelado diocesano começou por dar as boas vindas a alguns milhares de peregrinos que hoje marcaram presença em Fátima, no primeiro domingo de celebrações com a presença de fieis, depois de mais de dois meses de “um longo confinamento” e com missas apenas transmitidas pelos órgãos de comunicação social e digital.

“A nossa fé é individual mas é também comunitária; ninguém é cristão sozinho. A nossa fé é interior mas também tem uma dimensão visível, de encontro, face a face e de comunhão interpessoal” sublinhou D. António Marto. Por isso, “a retoma comunitária da fé e da Eucaristia é um momento tão esperado de alegria”.

“É belo! Sei que todos nós tínhamos saudades que voltasse este momento. Eu também tinha saudades de ver os peregrinos de Fátima; por isso compreendeis a minha alegria”.

No final da celebração o bispo de Leiria-Fátima deixou uma saudação especial aos doentes e a todas as vítimas diretas e indiretas da Covid-19.

A celebração do Pentecostes, 50 dias depois da Páscoa, evoca a efusão do Espírito Santo, terceira pessoa da Santíssima Trindade na doutrina católica e encerra o tempo pascal.

A partir de hoje, aos domingos, a missa das 15h00 será no Recinto de Oração e a missa das 16h30 será na Basílica da Santíssima Trindade e terá interpretação em Língua Gestual Portuguesa.

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