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Celibato para leigos: jovem explica e dá testemunho sobre sua vocação

Carol encontrou em Maria inspiração para sua vida pessoal e acadêmica

Uma vocação que ainda gera muita curiosidade nas pessoas é o celibato leigo. Para entendermos um pouquinho mais sobre esse assunto, conversamos com uma jovem celibatária, que está, inclusive, desenvolvendo um trabalho acadêmico sobre sua vocação. 

Carol Muniz tem 27 anos, é consagrada na Comunidade Vida e Missão, de Ituitaba (MG) e está finalizando sua pós-graduação na Academia Marial. Seu trabalho de conclusão de curso fala sobre a relação do Celibato com a Virgindade de Maria. Instigados por essa temática, pedimos pra ela nos explicar um pouquinho mais. Se liga!

JM – O que é o celibato?

Carol – Durante os primeiros séculos da Igreja, surgiram os eremitas: homens, virgens, que se retiravam do convívio da sociedade para uma vida com Deus. Depois, começaram a se reunir em comunidades, aí surgiram as congregações. Hoje, o celibato pode ser sacerdotal e também na vida religiosa. Mas existe ainda um movimento novo, uma nova inspiração do Espírito Santo, que são as Novas Comunidades, onde estão surgindo os celibatários.

Pe. Amedeu Cencini diz que “o celibatário, por mérito de Cristo, é o sinal vivo de Cristo aqui na terra, porque todos nós, quando morrermos e formos para a vida eterna, seremos celibatários e vamos nos desposar com nosso real esposo: Jesus. Então, o celibatário é o sinal, aqui na terra, daquilo que nós vamos ser um dia. É uma vocação específica de abraçar a Igreja, o corpo místico de Cristo“. O celibatário não é pra si mesmo, ele é para o outro, para o serviço do povo.

JM – Por que um jovem seria celibatário nos dias de hoje?

Carol – O jovem tem sede pelo mistério. A gente não quer as mesmas coisas, a gente não gosta do mais ou menos. Muitos jovens trazem o desejo de querer ser todo de Deus, de ir mais profundo, de ter mais intimidade com Deus, mas não entendem o que é isso. E, muitas vezes, é o sinal da vocação celibatária

Alguns sentem essa vontade de ser todo de Deus e se encontram realizados no matrimônio, no caminho de constituir uma família santa. O celibato não é uma vocação maior, mas a pessoa chamada não consegue se ver diferente disso. E não é um chamado à vida religiosa. Hoje eu sou inserida na sociedade, faço pós-graduação e vivo numa comunidade.

JM – Quem já teve relação sexual pode ser celibatário?

Carol – Quem já teve relação sexual também pode se tornar celibatário, porque o celibato é uma vocação. Deus não pensa minha vocação a partir da minha conversão, mas ele a pensa desde antes do seio da minha mãe. 

JM – Como você descobriu sua vocação?

Carol – Eu fui para o convento muito nova, porque já sentia um desejo diferente. Quando eu escuto o Evangelho na Missa, meu coração se sente muito apaixonado, parece uma menina quando chega perto do rapaz que ela gosta (esse pode ser um sinal da vocação celibatária). Mas, quando eu saí do convento, eu senti desejo de namorar. Quando eu entrei pra comunidade, cheguei a fazer um caminho de namoro, mas eu tinha o sentimento de que estava traindo alguém. Aí descobri a vocação.

E ser celibatária não é porque a pessoa não daria conta de ser uma boa esposa, uma boa mãe. Ao contrário, o celibatário é chamado a ser pai e mãe de muitos, a abraçar o povo. Por exemplo, eu tenho 27 afilhados. Mas é uma vocação específica e eu só pude fazer meus compromissos definitivos no celibato, porque eu já havia feito essas duas outras experiências.

JM – Qual a relação do celibato com a virgindade de Maria?

Carol – Existe um dogma de fé que é sobre a virgindade perpétua de Maria. Esse dogma é dividido em três partes:

1- Concepção virginal de Maria: que diz que Maria é virgem antes, durante e depois do parto.

2- Opção de vida celibatária de Maria: ela abraçou o estado virginal e foi pra sempre virgem.

3- Ela foi chamada à virgindade, mas foi mãe e esposa: aí está a problemática do meu trabalho. Por que Maria foi chamada a ser virgem sendo mãe? Seria pecado ela ter relações com São José? Não, ela era casada. Mas, se Deus chamou é porque tem um motivo. Maria foi chamada a ser mãe de Jesus e de toda a humanidade e a vocação que assume a humanidade é o celibato

O celibatário é chamado a acolher todos os filhos de Deus. Ele só tem um esposo, que é Jesus Cristo. Quando eu, celibatária, não acolho o outro como filho de Deus, eu traio a minha vocação. Eu não nasci pra mim mesma, meu coração não é dividido, mas livre para ser para os outros. Maria, aos pés da Cruz, deixou seu sofrimento para abraçar a Igreja. Ela não tinha o coração dividido e até hoje ela abraça. Então, nesse trabalho, eu vou fazer uma releitura da vida celibatária nos dias de hoje e uma comparação com a virgindade de Maria.

JM – Como fazer para ser celibatário?

Carol – A primeira coisa é rezar, fazer sua oração pessoal, sua adoração. Depois, procurar o padre de sua paróquia. Peça o auxílio ao sacerdote, conte pra ele tudo o que você está sentindo. Há também as Novas Comunidades, que estão sempre abertas ao acompanhamento. 

::Conheça mais do trabalho da Carol Muniz: Se inscreva no XIII Congresso Mariológico: Maria e o Espírito Santo e entenda mais sobre este e outros trabalhos, que abordam temáticas de  Mariologia

Sobre santuario

Santuário Nossa Senhora de Fátima. Av. Almirante Barroso 1363 Cep.: 68900.040 - Santa Rita Contato: (96) 3222-0963/ (96) 99146-2700 Email: santuarionsfatima.mcp@hotmail.com

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