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“Fátima, História e Memória – Colóquio comemorativo dos 100 anos das Aparições de Fátima”, começou hoje na Academia Portuguesa de História

Iniciativa conta com cerca de 100 participantes
 

O colóquio comemorativo dos 100 anos das Aparições de Fátima iniciou-se hoje com as palavras do Secretário de Estado da Cultura, Dr. Miguel Honrado, que referiu, «estudar o fenómeno de Fátima é estudar o que foi o séc. XX português», e que «o Centenário das Apariçoes é o pretexto ideal para não deixar passar em claro o estudo deste fenómeno».

O reitor do Santuário de Fátima, Pe. Carlos Cabecinhas, falou a todos os presentes neste coloquio e relembrou a mais recente visita Papal a Fátima, e que foi segundo um estudo o tema mais noticiado entre os dias 12 e 13 de maio.

«Este colóquio é uma iniciativa oportuna e significativa, e é uma honra para o Santuário de Fátima fazer parte dele, não só pelo seu excelente parceiro mas também pela missão que lhe é própria», refere o reitor do Santuário de Fátima.

«Ao longo dos anos tem sido preocupação do Santuário de Fátima disponibilizar aos investigadores matérias sobre Fátima, com várias e diversas iniciativas, por isso espero que este colóquio seja um estímulo para os investigadores se ocuparem do tema Fátima», conclui Pe. Carlos Cabecinhas.

Marco Daniel Duarte, diretor do Serviço de Estudos e Difusão do Santuário de Fátima, falou-nos de “micro e macro história do acontecimento Fátima”.

«Os historiadores têm hoje a certeza que os protagonistas deste acontecimento, não imaginavam que os seus nomes passados 100 anos seriam usados para temas tao complexos», referiu Marco Daniel Duarte.

«A célula base para o inicial entendimento de Fátima é a notícia, e estes episódios ultrapassaram todas as barreiras chegando aos mais longínquos lugares de Portugal, e depressa se torna um acontecimento à escala global», mencionou o diretor do Serviço de Estudos e Difusão do Santuário de Fátima.

Marco Daniel Duarte conclui que «o historiador tem à sua disposição uma série de fontes, e Fátima é um acontecimento que não dispensa de estudo do historiador».                                                                                  

Seguiu-se o primeiro painel composto por D. Carlos Azevedo, Cristina Sobral e Maria José Azevedo.

D. Carlos Azevedo, doutor pela Faculdade de História Eclesiástica da Universidade Gregoriana em Roma, apresentou-nos as “Fontes para a História de Fátima”.

«O fenómeno Fátima manifesta complexidade sobre as fontes, os fatos e as testemunhas inicias são fundamentais.»

Falou-nos das várias fontes existentes para estudar o acontecimento Fátima, tais como o arquivo do Santuário e até mesmo o jornal “Voz da Fátima”, e referiu que «as memórias da irmã Lúcia são um documento fundamental e coloca nas mãos do investigador um objeto imprescindível».

«A história não visa a mera recordação, mas intenta na construção», referiu D. Carlos Azevedo.

Cristina Sobral, investigadora no Centro Linguístico da U.L., fez uma análise cuidada das memórias da irmã Lúcia.

«Nas memórias da Irma Lúcia, sente-se que Lúcia de Jesus viveu dificuldades, a autora escreve por audiência e não por gosto, é o que podemos ver em diversas citações nas primeiras memórias», mencionou Cristina Sobral.

«Do ato de obediência resultaram as primeiras memórias, que a autora sabia que o que contaria iria ser usado de algum modo»

Conclui dizendo que as «memórias da Irmã Lúcia oferecem várias formas de estudo para os historiadores.»

Por último, Maria José Azevedo Santos, professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, falou-nos da terceira parte do segredo de Fátima.

«Em Setembro de 2013, naquela sala de arquivo em Roma, tivemos em mãos o original documento da terceira parte do segredo», recordou Maria José Santos.

«Observar e estudar um documento manufaturado não é uma tarefa fácil, pois tudo influencia o produto final. A vidente escreveu num contexto de guerra, a 2º guerra mundial, onde a crise estava instalada e havia uma diminuição de produtos».

A professora manifestou a sua alegria na oportunidade que teve, «o encargo que recebi para a análise do texto revela por parte da igreja e em especial por parte do Santuário de Fátima, o compromisso sempre desejável entre a fé e a ciência.»

Conclui dizendo que lhe surpreende o «valor que Lúcia de Jesus conferiu ao ato de escrever as palavras que hoje voam e que deixou como hierarquia universal.»

Este colóquio é organizado pelo Santuário de Fátima em parceria com a Academia Portuguesa de História estando a coordenação a cargo da Presidente da Academia Portuguesa de História, Manuela Mendonça e do Diretor do Serviço de Estudos e Difusão do Santuário de Fátima, Marco Daniel Duarte. 

fatima.pt

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