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8. Páginas de História da Igreja

História da Igreja no Brasil – VII

O século XVII marca a intensificação da concorrência na exploração das colônias que até então, aqui na America eram propriedades exclusivas de Portugal e Espanha.

França, Inglaterra e Holanda começaram a criar “cunhas” de exploração colonial e comercial aqui nas Terras Americanas e as colônias portuguesas passaram a ser atacadas na tanto na Ásia, como na África e nas Américas.

Os Holandeses no Brasil

Em 1624 os holandeses atacaram a Bahia, conquistaram Salvador, mas foram expulsos um ano depois, em 1625. Voltaram mais tarde ao ataque, em 1628.

Em 1630 atacaram Pernambuco e de lá conquistaram todo o Nordeste do Brasil, assumindo o controle da região que vai do atual Sergipe até o Maranhão. Ao mesmo tempo atacaram também Angola que era a mais importante colônia de Portugal na África.

É bom lembrar que neste período Portugal tinha perdido a sua independência e estava unido à Espanha. Isto desde 1580. A Espanha enfrentava guerras na Europa e por isso descuidou do Brasil, não tendo condições de se contrapor à Holanda aqui nas Américas.

Do período de dominação holandesa aqui no Brasil vale destacar – se a figura o conde Maurício de Nassau (1637 – 1644). Em 1654 os holandeses foram expulsos do Nordeste, fincando presença no atual Suriname, antiga Guiana Holandesa.

De sua presença aqui no Brasil é bom a gente tirar alguns significados: Para os indígenas nada significou, apenas houve uma mudança de seus patrões. Saem os portugueses e entraram os holandeses.

Para o catolicismo também a dominação holandesa não trouxe prejuízos maiores, pois apesar de serem calvinistas (protestantes) respeitaram o catolicismo. É bom ainda a gente perceber que o calvinismo estava radicado mais na aristocracia e não na massa popular.

A presença holandesa representou um forte impulso na área cultural, sobretudo em Olinda, destacando – se a arquitetura colonial. O resultado mais forte foi, porém, o crescimento do sentimento nativista e o ideal de autonomia das colônias em relação aos dominadores europeus. A libertação, entretanto duraria ainda ao menos dois séculos para acontecer.

Brasil: Vice – Reino de Portugal (1744 – 1808)

Desde 1640 já havia a nomeação de um Vice – Rei para o Brasil, mas somente em 1714 foi feita a sua designação oficial. Neste período, entre 1694 e 1725 aconteceu a descoberta do ouro em Minas Gerais (Ouro de aluvião no Rio das Velhas e outros afluentes). Com isso Portugal centralizou ainda mais a administração das colônias. Um pouco mais tarde o ouro foi também descoberto em Goiás e Mato Grosso.

Criando o Vice – Reino aconteceu uma intensificação da exploração de nosso território, com a interiorização da colonização. Aqui continua a ação dos bandeirantes paulistas e das Entradas. Com o aumento demográfico surgiram também novos núcleos de povoação. Só a exploração do ouro traria mais de 600 mil pessoas para as Minas Gerais.

As dificuldades e conflitos por causa dos limites territoriais aumentaram na mesma proporção, sobretudo no sul do país. Neste processo de interiorização os portugueses fundaram a colônia de Sacramento no Rio da Prata e chegaram ao Rio Paraguai. Se o ultrapassassem chegariam até as Minas de Prata de Potosi, atual Bolívia. Foi esta a fonte e raiz do problema, solucionado apenas com o tratado de 1828.

Da colônia de Sacramento haveria de surgir a Província Cisplatina, atual Uruguai que por um certo tempo pertenceria ao Brasil. Por causa do Vice – Reinado a capital do Brasil mudou – se para o Rio de Janeiro em 1763. A cidade tinha, nesta época, cerca de 100 mil habitantes.

Todo o avanço da colonização foi acompanhado pela Igreja. Normalmente em cada expedição colonizadora que interiorizava Brasil a fora, ia também um grupo de religiosos para catequizar os índios que fossem encontrados. Estas expedições ajudavam a criar pequenas estruturas de Igreja que, tempos depois, eram transformadas em capelas ou paróquias.

A Luta pela Autonomia

Ao longo da primeira fase da história brasileira (Brasil Colônia) tivemos vários momentos em que cresceu muito a luta pela autonomia, seja de uma classe contra a outra ou da colônia como um todo contra a metrópole. Os primeiros movimentos de autonomia foram diversas revoltas dos indígenas contra os portugueses, sendo apoiados pela Igreja, sobretudo pela ordem dos jesuítas.

Temos nesta ordem o movimento de libertação dos negros, com a formação de diversos Quilombos, dos quais os mais famosos foram os da Serra dos Palmares no atual estado de Alagoas. Com a descoberta do ouro e com a concentração da população em algumas regiões surgiram diversas revoltas contra a pesada cobrança de taxas e impostos praticada por Portugal.

Em 1720 tivemos o Levante de Vila Rica, chefiado por Felipe dos Santos e Pascoal da Silva Guimarães. Felipe dos Santos foi condenado, morrendo esquartejado, a mando do Conde de Assumar, aquele que aparece na história de Nossa Senhora Aparecida.

Nos meios intelectuais começaram a ser sentidas as influências da emancipação das Treze Colônias Americanas em 1776. Veio ainda o influxo dos ideais da Revolução Francesa de 1789 e influência da filosofia racionalista dos pensadores franceses deste tempo, sobretudo aqueles ligados à corrente do Iluminismo.

Em 1792 teve desfecho final o Movimento da Inconfidência Mineira iniciado em 1789, com o esquartejamento de Tiradentes no dia 21 de abril. As lutas contra os holandeses que dominaram o Nordeste do Brasil durante quase 30 anos também incentivou, e muito, o movimento de autonomia.

Alguns fatores vieram colocar mais conteúdo neste desejo de autonomia que cresceria sem parar, chegando até o movimento pela independência já no início do século XIX: No século XVIII a população da colônia já era maior que a população da metrópole;

As lutas realizadas contra alguns países europeus que tentavam infiltrar – se em território brasileiro também favoreceram este sentimento de autonomia; O crescente descontentamento com a cobrança de taxas e impostos pela coroa, sobretudo porque Portugal estava totalmente dependente do capitalismo inglês.

Em 1750 foi assinado o Pacto de Madri e com ele a questão de fronteiras entre Portugal e Espanha foi resolvida. O mesmo tratado foi renovado em 1761 e 1777. Com a França a luta era causada pela necessidade de estabelecer os marcos da divisa entre o Amapá e a Guiana. Este conflito só foi resolvido somente no século XX.

Por Elisangela Cavalheiro – a12.com

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