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6. Páginas da História da Igreja

História da Igreja no Brasil – V

A partir do ano 1500, sobretudo depois da expedição exploratória de Martin Afonso de Souza, o Brasil, chamado primeiro de Ilha de Vera Cruz e depois de Terra de Santa Cruz, foi incluído no circuito mercantil capitalista através de um pacto colonial.

Como parte deste pacto, de um lado nós tínhamos Portugal como metrópole, significando a classe dominante externa e de outro lado tínhamos o Brasil como colônia ou classe dominada. Aqui dentro nós tínhamos uma categoria de pessoas que lucrava com a situação, pois colaborava com o dominador e lucrava também com a exploração de nossas terras e riquezas.

Esta categoria era formada pelos colonizadores que recebiam das autoridades portuguesas o mandato de organizar a conquista. Desta forma é que se foi organizando a conquista e exploração de nosso território. Para isso os colonizadores tiveram que enfrentar as dificuldades de um meio ambiente totalmente adverso, muitas vezes hostil e totalmente desconhecido

O Meio Físico e a Pré-História Brasileira

O meio físico do Brasil representado pelo seu clima, topografia e acidentes geográficos terá uma significativa influência na formação histórica do nosso país. Basta ver que até meados do século passado éramos uma civilização litorânea, pois com muito custo se fez a interiorização da exploração do Brasil. Prova disto é que, das capitais estaduais, a maioria encontra – se próxima do litoral. Uma das primeiras perguntas que se faz é esta: Como o território brasileiro e latino americano foram ocupados e quando se deu esta ocupação, uma vez que, ao chegar aqui os portugueses já encontraram este território ocupado?

Para responder a esta pergunta existem algumas hipóteses, todas elas incluídas nos chamados ciclos povoadores. A hipótese mais provável é que os primeiros povoadores tenham entrado ao norte, pelo Estreito de Behring, que faz o limite da Ásia com as Américas e lentamente tenham se espalhado pelo nosso continente a partir de 60 mil anos antes de Cristo.

O Brasil possivelmente tenha sido habitado num prazo que vai de 30 mil a 10 mil anos antes de Cristo. Restos arqueológicos encontrados no Piauí e em Minas Gerais, na localidade de Lagoa Santa, comprovam esta teoria.

Povos Indígenas

Ao tempo da conquista e exploração do nosso território pelos portugueses, existiam aqui dois grandes grupos indígenas originais, os Tupis e os Tapuias. Os primeiros se distribuíam mais ao longo do litoral, os outros ficavam mais ao interior. Ambos pertenciam ainda ao período neolítico, sendo desconhecedores da metalurgia do ferro. Destes povos se formavam as mais de 250 nações indígenas aqui existentes, que se distribuíam por todo o território.

Deste tempo temos informações incompletas, superficiais e em certo ponto tendenciosas, pois são poucos os testemunhos que nos chegaram. Somente a partir do século XIX é que se organizaram expedições exploratórias de caráter científico, a maioria delas feitas por estudiosos estrangeiros. Elas darão uma maior clareza à nossa pré – história. A principal forma de estudo são os sambaquis. Cálculos realistas indicam que na época da colonização existiam de 05 a 08 milhões de indígenas ocupando o nosso território.

Hoje são cerca de 750 mil, boa parte deles já inculturados na civilização branca e muitos vivendo nas cidades. Dos grupos indígenas mais numerosos destacamos as nações os tupis, gês, caraíbas ou bacairis, arauaques, nhambiquaras e borôros.

A Organização Eclesiástica

A partir do século XVI o Brasil não apenas foi incluído no circuito mercantil capitalista, liderado pelos portugueses, bom como foi incluído no contexto da evangelização.

A primeira expedição missionária composta, entre outros, por Frei Henrique de Coimbra que aqui celebrou a primeira missa da história, vinda junto com a frota de Pedro Álvares Cabral foi embora logo depois, mas outros missionários deveriam chegar para iniciar o trabalho de catequese e implantação da fé cristã.

A princípio o Brasil ficou pertencendo à Diocese de Funchal até que em 1551 seria criada a primeira diocese brasileira em Salvador/BA ligada à arquidiocese de Lisboa.

A evangelização do Brasil só começou pra valer a partir de 1549 quando aqui chegou o primeiro governador geral e com ele uma expedição missionária mais robusta, composta por vários missionários da recém criada Companhia de Jesus.

Como acontecia no aspecto econômico e militar também no sentido da evangelização a metrópole portuguesa tinha todo o controle sobre a Igreja e sobre a missão.

Neste tempo se dizia que entre o poder civil e o eclesiástico havia uma “colaboração cordial”, mas na verdade o estado português dominava a Igreja por causa da famosa política do regalismo que levava à interferência do estado na vida da Igreja, até mesmo em assuntos que não eram de sua competência.

No processo de evangelização do nosso extenso território a Igreja vai encontrar muitas dificuldades, enfrentando também grandes desafios, mas conseguirá, por fim, realizar a sua missão.

O Brasil graças a esta ação profética e libertadora se constituirá como a maior nação católica do mundo.

Método de Evangelização

Para evangelizar o nosso vasto território missionários acompanhavam as expedições colonizadoras que exploravam e ocupavam as diversas regiões.

Em geral era este o esquema que se seguia: Primeiro se conquistava uma área e se fazia a sua pacificação, submetendo a população autóctone que ali fosse encontrada. Em geral os portugueses usavam os índios de outras tribos já submetidas que conheciam o território ou que fossem inimigos daqueles que estavam sendo submetidos; Junto com este processo de ocupação vinha também o trabalho de evangelização, implantando a fé junto aos indígenas conquistados. Normalmente os evangelizadores eram oriundos das ordens missionárias; Depois de evangelizada uma região começava o processo de organização das estruturas de Igreja. Erguia – se um cruzeiro, construía – se uma capela primitiva e começava o trabalho de catequese das crianças, pois delas a fé passava para os adultos; Mais tarde com a implantação do cultivo da cana de açúcar ou com a constituição das fazendas de gado ou de plantio chega a vez de construir as fazendas. 

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